Controlador de Velocidade PWM 2A 5-35VCC: Manual Técnico Completo

Controlador PWM 5A 5-35VCC — manual técnico completo

Introdução

Neste manual, será apresentado como instalar, configurar e utilizar o Controlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC. Se desejar adquirir este produto, clique aqui.

O Controlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC (código RB0522) é um módulo compacto de regulação de potência em corrente contínua que utiliza modulação por largura de pulso (PWM — Pulse Width Modulation) para variar a velocidade de motores DC, a intensidade de iluminação e a potência entregue a cargas resistivas. O ajuste é feito por um potenciômetro rotativo integrado à placa, que altera o ciclo de trabalho (duty cycle) do sinal de 10 kHz10\,\text{kHz} entre 1 %1\,\% e 100 %100\,\%, mantendo a tensão de entrada praticamente inalterada e comutando a carga por meio de um MOSFET de potência em encapsulamento DPAK. Este documento técnico destina-se a estudantes, técnicos de manutenção, projetistas de bancada e desenvolvedores que precisam dimensionar o acionamento de motores e cargas DC de até 90 W90\,\text{W}, bem como supervisionar esse acionamento por meio de Arduino ou ESP32.

O conteúdo está organizado na sequência em que o módulo é colocado em serviço: primeiro as especificações elétricas e térmicas, depois a descrição funcional com o mapeamento completo dos quatro bornes, em seguida o procedimento de ligação com a tabela de conexões e os cuidados de segurança, e por fim o guia de operação, os ajustes possíveis e dois exemplos de firmware comentados linha a linha. Ao final, o leitor terá condições de instalar o módulo, identificar corretamente os terminais de entrada e saída, calcular a dissipação de potência do conjunto e integrar o acionamento a um sistema de supervisão com detecção de travamento.

Especificações técnicas

O módulo adota topologia de chaveamento estático em série com a carga (series chopper), na qual um transistor MOSFET de canal N opera em corte e saturação a uma frequência fixa de 10 kHz10\,\text{kHz}. O controle do ciclo de trabalho é analógico, realizado por uma rede RC ajustável ligada ao potenciômetro da placa, sem qualquer interface digital ou protocolo de comunicação.

Principais especificações

ParâmetroEspecificação Técnica
Modelo ComercialControlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC
Código de Referência (SKU)RB0522
Tensão de Operação (VINV_{\text{IN}})3 V3\,\text{V} a 35 V CC35\,\text{V CC} (faixa nominal recomendada: 5 V5\,\text{V} a 35 V35\,\text{V})
Corrente Nominal Contínua2 A2\,\text{A} sem dissipador adicional
Corrente Máxima de Pico5 A5\,\text{A} (com dissipador e ventilação forçada)
Potência Máxima de Controle90 W90\,\text{W} (envelope máximo do estágio de potência)
Corrente de Repouso (Standby)0,015 A0{,}015\,\text{A} (15 mA15\,\text{mA})
Ciclo de Trabalho (Duty Cycle)1 %1\,\% a 100 %100\,\%
Frequência de Modulação PWM10 kHz10\,\text{kHz} (fixa)
Elemento de ComutaçãoMOSFET de canal N em encapsulamento DPAK (TO-252)
Diodo de Roda LivreDiodo Schottky SS34 (40 V/3 A40\,\text{V} / 3\,\text{A}) integrado à placa
Filtro de BarramentoCapacitor eletrolítico de alumínio (dezenas a centenas de μF\mu\text{F} / 50 V50\,\text{V})
Controle de AjustePotenciômetro rotativo de 1 volta com eixo de 6 mm6\,\text{mm} e manípulo plástico
Conector de PotênciaBorne de parafuso azul de 4 vias, passo 5,08 mm5{,}08\,\text{mm}
Dimensões da PCB (C×LC \times L)24×30 mm24 \times 30\,\text{mm}
Temperatura de Operação−20 ∘C-20\,^\circ\text{C} a +70 ∘C+70\,^\circ\text{C} (com derating acima de 40 ∘C40\,^\circ\text{C})
Temperatura de Armazenamento−40 ∘C-40\,^\circ\text{C} a +85 ∘C+85\,^\circ\text{C}
Proteções IntegradasNenhuma (sem fusível, sem proteção de polaridade inversa, sem limitação de corrente)

⚠️ Atenção: o módulo não possui proteção contra inversão de polaridade. A ligação invertida da alimentação coloca o capacitor eletrolítico e o diodo Schottky em condução direta, provocando aquecimento imediato e destruição do conjunto. Confira a polaridade com multímetro antes de energizar.

Características elétricas e operacionais

A tabela a seguir consolida os limites absolutos, os valores típicos de operação e as condições de contorno do estágio de potência:

Parâmetro ElétricoMínimoTípicoMáximoUnidadeCondição / Observação
Tensão de Entrada (VINV_{\text{IN}})3312123535V CC\text{V CC}Acima de 35 V35\,\text{V} o capacitor de barramento e o diodo entram em regime de ruptura
Corrente de Carga Contínua (IOUTI_{\text{OUT}})001122A\text{A}Sem dissipador térmico adicional
Corrente de Pico (IPKI_{\text{PK}})——55A\text{A}Partidas de motor e regime intermitente, com ventilação
Corrente de Repouso (IqI_{\text{q}})—15152525mA\text{mA}Módulo energizado com potenciômetro no mínimo
Frequência de Chaveamento (fPWMf_{\text{PWM}})9,59{,}5101010,510{,}5kHz\text{kHz}Definida pela rede RC do oscilador, não ajustável pelo usuário
Ciclo de Trabalho (DD)11—100100%\%Não existe posição de corte total: há sempre um resíduo de 1 %1\,\%
Resistência em Condução (RDS(on)R_{\text{DS(on)}})—15152525mΩ\text{m}\OmegaValor típico do MOSFET DPAK; varia entre lotes de produção
Queda de Tensão em Condução—0,030{,}030,130{,}13V\text{V}Medida com IOUT=2 AI_{\text{OUT}} = 2\,\text{A} e D=100 %D = 100\,\%
Eficiência de Conversão949497979999%\%Perda restrita à condução e ao chaveamento do MOSFET
Ripple de Corrente na Carga——ΔIL\Delta I_LA\text{A}Depende da indutância do motor, conforme equação adiante
Isolação Galvânica————Inexistente: entrada e saída compartilham o mesmo potencial de referência

O comportamento da tensão aplicada à carga é definido por dois valores distintos, que não devem ser confundidos. A tensão média é a grandeza lida por um multímetro comum em escala DC e determina o ponto de operação do motor em regime permanente:

Vmeˊd=D⋅VIN−IOUT⋅RDS(on)V_{\text{méd}} = D \cdot V_{\text{IN}} - I_{\text{OUT}} \cdot R_{\text{DS(on)}}

Já a tensão eficaz (RMS) é a grandeza que define o aquecimento de cargas resistivas, como resistências de aquecimento e lâmpadas incandescentes, pois a potência dissipada depende do valor quadrático da tensão:

VRMS=VIN⋅DV_{\text{RMS}} = V_{\text{IN}} \cdot \sqrt{D}

A ondulação de corrente no enrolamento do motor, por sua vez, é função da indutância da carga e da frequência de chaveamento. Como o módulo opera em 10 kHz10\,\text{kHz}, a ondulação é baixa mesmo em motores de pequeno porte, o que reduz o aquecimento por efeito Joule e o ruído audível:

ΔIL=VIN⋅D⋅(1−D)L⋅fPWM\Delta I_L = \frac{V_{\text{IN}} \cdot D \cdot (1 - D)}{L \cdot f_{\text{PWM}}}

A dissipação total no MOSFET combina as perdas por condução e as perdas por chaveamento, e é o parâmetro que define a necessidade ou não de dissipador:

PD=IOUT2⋅RDS(on)⋅D+12⋅VIN⋅IOUT⋅(tr+tf)⋅fPWMP_D = I_{\text{OUT}}^2 \cdot R_{\text{DS(on)}} \cdot D + \frac{1}{2} \cdot V_{\text{IN}} \cdot I_{\text{OUT}} \cdot (t_r + t_f) \cdot f_{\text{PWM}}

A temperatura de junção resultante é obtida pela resistência térmica entre junção e ambiente do encapsulamento DPAK soldado à PCB, que tipicamente situa-se entre 60 ∘C/W60\,^\circ\text{C/W} e 100 ∘C/W100\,^\circ\text{C/W} em placas sem plano de cobre dedicado:

Tj=Ta+PD⋅RθJAT_j = T_a + P_D \cdot R_{\theta\text{JA}}

Aplicando as equações a um motor de 12 V12\,\text{V} que consome 2 A2\,\text{A} em carga nominal, com D=0,8D = 0{,}8, RDS(on)=15 mΩR_{\text{DS(on)}} = 15\,\text{m}\Omega, tr+tf=200 nst_r + t_f = 200\,\text{ns} e RθJA=80 ∘C/WR_{\theta\text{JA}} = 80\,^\circ\text{C/W}, obtém-se PD≈0,13 WP_D \approx 0{,}13\,\text{W} e elevação de junção de aproximadamente 10 ∘C10\,^\circ\text{C} acima da ambiente. O limite prático de 2 A2\,\text{A} sem dissipador não decorre, portanto, do silício, mas da capacidade de condução de corrente das trilhas da PCB e do próprio borne de parafuso, que sofrem aquecimento resistivo e degradam o contato com o tempo.

Tensão de EntradaCorrente Contínua Recomendada (sem dissipador)Corrente Máxima com Dissipador + VentilaçãoPotência Resultante
5 V5\,\text{V} a 12 V12\,\text{V}2 A2\,\text{A}5 A5\,\text{A} (limitada pelo borne)10 W10\,\text{W} a 60 W60\,\text{W}
24 V24\,\text{V}2 A2\,\text{A}3,5 A3{,}5\,\text{A}48 W48\,\text{W} a 84 W84\,\text{W}
35 V35\,\text{V}1,5 A1{,}5\,\text{A}2,5 A2{,}5\,\text{A}52 W52\,\text{W} a 87 W87\,\text{W}

Descrição do produto

O que é o Controlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC?

O Controlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC é um regulador de potência DC de montagem em placa, construído sobre PCB de fibra de vidro FR-4 nas dimensões de 24×30 mm24 \times 30\,\text{mm}, com borne de parafuso de quatro vias em uma das extremidades e potenciômetro rotativo na extremidade oposta. A placa reúne, em um único conjunto, o oscilador que gera o sinal PWM de 10 kHz10\,\text{kHz}, o estágio de comando de gatilho, o MOSFET de potência em DPAK, o diodo Schottky de roda livre SS34, o capacitor eletrolítico de barramento e a rede de ajuste do ciclo de trabalho.

O princípio de funcionamento é o chaveamento série: o MOSFET é colocado entre a fonte de alimentação e a carga e permanece alternando entre o corte e a saturação a 10 kHz10\,\text{kHz}. O potenciômetro altera a constante de tempo da rede RC do oscilador, modificando a largura do pulso ativo e, consequentemente, a fração de tempo em que a carga recebe energia. Como a frequência é muito superior à constante mecânica do motor, o enrolamento responde à média da tensão aplicada, e não aos pulsos individuais — o resultado é uma rotação suave e proporcional ao ciclo de trabalho, sem a perda de torque característica dos reguladores lineares por resistor série.

O ajuste é puramente analógico e local. Não há microcontrolador embarcado, barramento I²C, SPI ou UART, nem entrada de referência de 00–5 V5\,\text{V} ou 00–10 V10\,\text{V}. A velocidade é definida exclusivamente pela posição do potenciômetro, o que simplifica a instalação e dispensa firmware, mas impede o controle remoto sem uma modificação física no circuito (tratada adiante, na seção de ajustes).

Para que serve?

  • Variação de rotação de motores DC com escovas: controle progressivo de velocidade em motores de ímã permanente de 3 V3\,\text{V} a 35 V35\,\text{V}, como os utilizados em esteiras de pequeno porte, ventiladores, exaustores, bombas de circulação, agitadores, mini-retíficas e mecanismos de acionamento de bancada.
  • Regulação de potência em cargas resistivas: ajuste de intensidade em fitas e módulos de LED com resistor limitador, resistências de aquecimento de baixa potência, mantas térmicas e elementos PTC, sempre respeitando o limite de 2 A2\,\text{A} contínuos.
  • Controle de velocidade em protótipos e maquetes: acionamento de motores de kits didáticos, robôs de tração diferencial e mecanismos de exposição, nos quais se deseja um ajuste manual simples, sem a complexidade de uma ponte H ou de um driver com interface digital.

Por que devo usar?

  • Eficiência elevada com perda térmica desprezível: por operar em comutação, o MOSFET dissipa apenas a parcela correspondente à sua resistência em condução (≈15 mΩ\approx 15\,\text{m}\Omega) e às perdas de chaveamento, alcançando eficiência acima de 95 %95\,\% — muito superior à de reguladores lineares, que convertem toda a diferença de tensão em calor.
  • Torque preservado em baixa rotação: ao manter a tensão de pico igual à da fonte e reduzir apenas o tempo de aplicação, o módulo preserva a corrente de partida e o torque do motor em velocidades baixas, condição em que os reguladores por queda de tensão falham.
  • Integração mínima e custo reduzido: com apenas quatro bornes, o módulo entra em serviço sem firmware, sem biblioteca e sem configuração, sendo adequado a painéis de manutenção, bancadas de teste e aplicações em que o ajuste manual é suficiente.

Quando devo usar?

O módulo é a escolha adequada quando a aplicação exige ajuste manual local de velocidade ou potência, a carga opera em corrente contínua de até 2 A2\,\text{A} contínuos (5 A5\,\text{A} de pico com ventilação) e a tensão de alimentação não ultrapassa 35 V35\,\text{V}.

Não é a escolha adequada nos seguintes cenários, em que se recomenda outra solução:

  • Reversão de sentido de rotação: o módulo aciona a carga em um único sentido. Para inversão, utilize uma ponte H, como o CI L293D Ponte H Dupla para Motores DC ou um driver de ponte H com MOSFETs.
  • Controle remoto, PID ou rampas programáveis: sem interface digital, o módulo não aceita comandos de um microcontrolador. Para esses requisitos, utilize o Controlador de Velocidade PWM 20A com Controle Remoto, que oferece display, controle RF e nove funções programáveis.
  • Cargas acima de 90 W90\,\text{W} ou motores de indução CA: para potências superiores, empregue controladores de maior corrente; para motores de corrente alternada, a variação de velocidade exige inversor de frequência (VFD), pois o corte de fase danifica o enrolamento.
  • Cargas cujo terminal negativo é aterrado ao chassi: como o chaveamento padrão do módulo ocorre no ramo negativo, a carga deve ficar flutuante em relação ao terra. Em veículos e quadros metálicos, isole a carga ou utilize um módulo com chaveamento no lado positivo.

Pinout e diagrama de entradas/saídas

O módulo expõe quatro terminais de potência em um único borne de parafuso azul, além do potenciômetro de ajuste. A disposição física é linear, com os bornes de entrada e de saída no mesmo bloco, o que exige atenção redobrada na identificação antes da energização.

Pino / TerminalSerigrafia Típica na PCBDireçãoFunção Técnica Detalhada
Borne 1V+ / IN+ / ”+”Entrada DCTerminal positivo da fonte de alimentação (3 V3\,\text{V} a 35 V CC35\,\text{V CC}). Internamente conectado ao positivo do capacitor de barramento e ao catodo do diodo Schottky. É o ramo comum do conjunto no chaveamento padrão em lado negativo.
Borne 2V− / IN− / GND / ”−”Entrada DCTerminal negativo da fonte, referência de terra do módulo. Conectado ao terminal source do MOSFET e ao ânodo do diodo SS34.
Borne 3M+ / OUT+ / ”+”Saída DCTerminal positivo da carga. Eletricamente comum ao Borne 1 no chaveamento em lado negativo, servindo de retorno positivo para o motor ou a resistência.
Borne 4M− / OUT− / ”−”Saída DCTerminal negativo da carga, conectado ao drain do MOSFET. É o nó chaveado: alterna entre 0 V0\,\text{V} e VINV_{\text{IN}} a 10 kHz10\,\text{kHz}, conforme o ciclo de trabalho ajustado.
Potenciômetro (VR1)Eixo com manípuloEntrada mecânicaAjuste do ciclo de trabalho. O giro no sentido horário aumenta a largura de pulso e a velocidade (D→100 %D \to 100\,\%); o giro anti-horário reduz (D→1 %D \to 1\,\%). Curso mecânico de aproximadamente 270∘270^\circ.

⚠️ Atenção: a ordem física dos quatro bornes varia entre lotes de fabricação. Nunca conecte a fonte confiando apenas na posição do terminal. Confirme a serigrafia gravada na PCB e, em caso de dúvida, execute o teste de continuidade descrito na seção de ligação antes de aplicar energia.

O módulo não possui LED indicador de estado, botão de reset, jumper de seleção de modo ou conector de sinal. Os únicos elementos de interface são o borne de potência e o potenciômetro, o que significa que todo o diagnóstico de funcionamento é feito por medição elétrica na carga.

Como fazer a ligação

Requisitos de instalação e alimentação

A instalação correta depende de três decisões de projeto tomadas antes da montagem: a fonte, a proteção e o condutor.

  1. Fonte de alimentação: utilize fonte estabilizada com tensão igual ou inferior a 35 V35\,\text{V} e corrente nominal no mínimo 30 %30\,\% acima do consumo previsto do motor em carga. Para um motor de 12 V12\,\text{V} que consome 1,5 A1{,}5\,\text{A}, por exemplo, empregue fonte de 12 V/2 A12\,\text{V} / 2\,\text{A} ou superior. Fontes de bancada com limitação de corrente ajustável são ideais para a primeira energização, pois permitem detectar curto-circuito ou inversão de polaridade sem danificar o módulo.
  2. Proteção contra sobrecorrente: instale um fusível de ação rápida em série com o condutor positivo, dimensionado em 1,51{,}5 a 22 vezes a corrente nominal da carga (por exemplo, 3 A3\,\text{A} para cargas de 2 A2\,\text{A}). O módulo não possui fusível interno, e um travamento mecânico do motor eleva a corrente até o limite da fonte, destruindo o MOSFET em poucos segundos.
  3. Bitola dos condutores: use cabos flexíveis de cobre de 0,75 mm20{,}75\,\text{mm}^2 (18 AWG18\,\text{AWG}) para correntes de até 2 A2\,\text{A} e de 1,5 mm21{,}5\,\text{mm}^2 (16 AWG16\,\text{AWG}) para correntes de até 5 A5\,\text{A}. Termine os condutores com ilhós tubular, evitando fios espetados diretamente sob o parafuso do borne, prática que reduz a área de contato e provoca aquecimento localizado.
  4. Fixação mecânica: o módulo deve ser fixado por meio dos furos de montagem da PCB, com espaçadores de nylon, de modo que o potenciômetro fique acessível no painel. Evite apoiar a face inferior da placa sobre superfícies metálicas, pois as soldas ficam expostas e energizadas.
  5. Ventilação: para correntes acima de 2 A2\,\text{A}, fixe um dissipador de alumínio sobre o encapsulamento DPAK com pasta térmica e adicione ventilação forçada. Mantenha no mínimo 20 mm20\,\text{mm} de espaço livre ao redor do módulo.

Diagrama de ligação elétrica

Diagrama de ligação

O diagrama representa a ligação mínima do módulo: a fonte DC entra pelos bornes 1 (V+) e 2 (V−), passando por um fusível no condutor positivo, e a carga é conectada entre os bornes 3 (M+) e 4 (M−). Observe que o diodo Schottky já está soldado na placa, em antiparalelo com a carga, e é ele que absorve a energia armazenada na indutância do motor no instante em que o MOSFET abre — sem esse diodo, a tensão induzida no enrolamento ultrapassaria em várias vezes a tensão da fonte e destruiria o transistor.

Como o chaveamento ocorre no ramo negativo, o borne 3 (M+) permanece permanentemente no potencial positivo da fonte, enquanto o borne 4 (M−) alterna entre 0 V0\,\text{V} e VINV_{\text{IN}}. Essa característica tem duas consequências práticas: a carga não pode ter o negativo ligado ao terra do sistema, e a medição de tensão sobre a carga deve ser feita entre os bornes 3 e 4, e não entre o borne 4 e o terra.

Tabela de conexões dos terminais

OrigemTerminal do MóduloDestinoObservação Técnica
Positivo da fonte DC (+V+V)Borne 1 (V+)—Passar obrigatoriamente por fusível de ação rápida em série
Negativo da fonte DC (−V-V / GND)Borne 2 (V−)—Referência de terra do módulo; não confundir com o borne 4
—Borne 3 (M+)Positivo do motor ou da cargaComum ao borne 1 no chaveamento em lado negativo
—Borne 4 (M−)Negativo do motor ou da cargaNó chaveado em 10 kHz10\,\text{kHz}; não aterrar
Fusível (saída)—Positivo da fonte DCInstalar o mais próximo possível do borne 1
Relé ou contator (opcional)—Em série com o borne 1Permite corte total do circuito, já que o módulo não desliga em 0 %0\,\%

Procedimento de identificação dos terminais (com o módulo desenergizado):

  1. Ajuste o multímetro na função de continuidade (ou resistência) e confirme a leitura de 0 Ω0\,\Omega ao unir as pontas de prova.
  2. Meça entre os quatro bornes, dois a dois. O par que apresentar continuidade franca (≈0 Ω\approx 0\,\Omega) é o ramo comum: se a continuidade aparecer entre o borne 1 e o borne 3, o positivo é comum e o chaveamento é no lado negativo (configuração padrão); se aparecer entre o borne 2 e o borne 4, o negativo é comum e o chaveamento é no lado positivo.
  3. Meça entre o ramo comum e o quarto borne. A leitura deve ser alta ou aberta em um sentido e apresentar a queda do diodo Schottky (0,2 V0{,}2\,\text{V} a 0,4 V0{,}4\,\text{V}) no outro, quando medida na função diodo.
  4. Identifique o borne positivo do capacitor eletrolítico: ele é contínuo ao terminal positivo de entrada, o que confirma a polaridade da fonte.

💡 Dica: antes de conectar o motor, faça a primeira energização com uma carga fictícia de baixo custo — uma lâmpada incandescente de 12 V12\,\text{V} ou um resistor de potência — e gire o potenciômetro lentamente. Se a intensidade variar de forma progressiva, a ligação está correta e a carga real pode ser conectada com segurança.

Cuidados e observações de segurança

⛔ Perigo: este módulo opera exclusivamente em corrente contínua de até 35 V35\,\text{V}. Nunca conecte a saída a rede elétrica de 110 V110\,\text{V} ou 220 V AC220\,\text{V AC}, mesmo com o potenciômetro no mínimo: a tensão de pico ultrapassa em mais de dez vezes o limite do capacitor e do MOSFET, provocando explosão do componente e risco de incêndio.

⛔ Perigo: não utilize o módulo em cargas cujo terminal negativo seja ligado ao chassi ou ao terra do sistema, como a carroceria de um veículo. Com o chaveamento no ramo negativo, essa ligação curto-circuita o MOSFET e coloca a carga permanentemente energizada.

⚠️ Atenção: em caso de travamento mecânico do motor, a corrente sobe até o limite da fonte em menos de um segundo. O fusível em série é obrigatório; sem ele, o MOSFET entra em curto e a falha pode propagar para a fonte.

⚠️ Atenção: o potenciômetro no mínimo não desliga a carga, pois o ciclo de trabalho mínimo é de 1 %1\,\%. Para parada total e segura, instale um interruptor ou relé em série com o borne 1, ou corte a alimentação da fonte.

⚠️ Atenção: a tensão de saída em vazio não deve ser medida esperando 0 V0\,\text{V} no mínimo do potenciômetro. Em motores pequenos, o resíduo de 1 %1\,\% pode ser suficiente para manter uma rotação lenta perceptível, o que é normal e não indica defeito.

💡 Dica: em instalações com cabos longos entre o módulo e o motor, acrescente um capacitor de 100 nF100\,\text{nF} (cerâmico) diretamente nos terminais do motor e um eletrolítico de 470 μF470\,\mu\text{F} junto aos bornes 1 e 2. Isso reduz a emissão de ruído eletromagnético conduzido e evita falsos disparos em sensores e microcontroladores próximos.

Como usar

Guia de operação passo a passo

  1. Verifique a identificação dos bornes com o multímetro, conforme o procedimento da seção anterior, e confirme a polaridade da fonte.
  2. Gire o potenciômetro totalmente no sentido anti-horário, deixando o ciclo de trabalho no mínimo (1 %1\,\%). Nunca energize o conjunto com o ajuste no máximo e o motor travado.
  3. Conecte a fonte aos bornes 1 e 2, respeitando a polaridade e mantendo o fusível no condutor positivo.
  4. Conecte a carga entre os bornes 3 e 4. Se a carga tiver polaridade definida, como um motor DC, observe que a inversão dos dois fios apenas inverte o sentido de rotação.
  5. Energize a fonte e observe o consumo em repouso, que deve ficar próximo de 15 mA15\,\text{mA} sem carga. Consumo muito superior indica inversão de polaridade ou curto na saída.
  6. Gire o potenciômetro lentamente no sentido horário e acompanhe o comportamento da carga. A resposta deve ser progressiva e praticamente linear em relação ao ângulo do eixo.
  7. Meça a tensão média entre os bornes 3 e 4 com o multímetro em escala DC. Em 50 %50\,\% de ciclo de trabalho, a leitura será aproximadamente metade da tensão de entrada; um multímetro true RMS indicará cerca de 70 %70\,\% da tensão de entrada, pois mede o valor eficaz e não a média.
  8. Verifique a temperatura do MOSFET e do borne após dez minutos de operação contínua. Aquecimento confortável ao toque (até 60 ∘C60\,^\circ\text{C}) é aceitável; acima disso, reduza a corrente ou instale dissipador e ventilação.
  9. Para desligar, gire o potenciômetro até o mínimo e, em seguida, corte a alimentação. Em sistemas com inércia elevada, aguarde a parada completa antes de inverter a ligação do motor.

Modos de operação e ajustes

O módulo possui um único modo de operação — chaveamento PWM com ciclo de trabalho ajustável — e não oferece jumpers, trimpots auxiliares ou menus. Ainda assim, três ajustes são possíveis em bancada:

  • Ajuste de faixa por tensão de alimentação: a velocidade máxima do motor é proporcional à tensão de entrada. Alimentar um motor de 24 V24\,\text{V} com 12 V12\,\text{V} reduz a rotação máxima à metade, o que pode ser útil para limitar mecanicamente a velocidade de um mecanismo sem alterar o curso do potenciômetro.
  • Substituição do potenciômetro por controle remoto de painel: o potenciômetro da placa pode ser dessoldado e substituído por um potenciômetro linear de mesmo valor, instalado no painel e ligado por três fios. Para percursos longos, use cabo blindado com a malha aterrada no borne 2, pois o nó do wiper é sensível a ruído capacitivo.
  • Controle digital por potenciômetro digital: é possível substituir o potenciômetro por um CI de potenciômetro digital, como o X9C103 (10 kΩ10\,\text{k}\Omega, interface up/down), acionado por Arduino ou ESP32. Antes de adotar essa modificação, meça a corrente que circula pelo wiper do potenciômetro original; se for superior a 1 mA1\,\text{mA}, o potenciômetro digital não suporta o circuito e a alteração deve ser descartada.

⚠️ Atenção: qualquer modificação na placa invalida a garantia do produto e exige instrumentação adequada. Em ambiente industrial ou em aplicações críticas, prefira um controlador com interface de controle remoto nativa, em vez de adaptar o potenciômetro.

A frequência de 10 kHz10\,\text{kHz} é fixa e não deve ser alterada: ela resulta do compromisso entre ruído audível (praticamente inaudível nessa faixa), ondulação de corrente no motor e perdas de chaveamento no MOSFET. Reduzir a frequência aumenta a ondulação e o ruído; aumentá-la eleva a dissipação no chaveamento sem ganho mecânico relevante.

Exemplos práticos de uso

Exemplo 1: esteira de bancada com ajuste manual e proteção de travamento

Nesta aplicação, o módulo RB0522 faz o ajuste de velocidade, enquanto um Arduino Uno supervisiona a rotação por meio de um encoder óptico de 20 fendas acoplado ao eixo do motor. Se a rotação cair abaixo de um limite mínimo com o conjunto energizado — situação típica de travamento mecânico, correia rompida ou objeto preso —, o microcontrolador corta a alimentação por meio de um relé, protegendo o MOSFET e a fonte.

LigaçãoPino do ArduinoDestino
Sensor óptico (saída em coletor aberto)D2Entrada de interrupção externa
Módulo relé (bobina)D7Comando do relé em série com o borne 1 do RB0522
LED ou buzzer de alarmeD8Sinalização de falha
Alimentação do Arduino5V / GNDFonte auxiliar, independente da fonte do motor
/*
 * ============================================================
 *  Supervisao de rotacao e protecao de travamento
 *  Modulo: Controlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC (RB0522)
 *  Placa de teste: Arduino Uno / Nano (ATmega328P, 5 V)
 *  ------------------------------------------------------------
 *  O modulo RB0522 NAO recebe sinal do Arduino: a velocidade
 *  continua sendo ajustada pelo potenciometro da placa.
 *  O microcontrolador apenas mede a rotacao, detecta travamento
 *  e corta a alimentacao do estagio de potencia por rele.
 * ============================================================
 */

#include <Arduino.h>

// ----- Mapeamento de hardware -----
const uint8_t PINO_SENSOR = 2;    // encoder optico: 1 pulso por fenda
const uint8_t PINO_RELE   = 7;    // rele que alimenta o borne V+ do modulo
const uint8_t PINO_ALARME = 8;    // LED ou buzzer de falha

// ----- Parametros de processo -----
const uint8_t  FENDAS_POR_VOLTA = 20;    // disco do encoder
const uint16_t JANELA_MS        = 500;   // janela de medicao (0,5 s)
const uint16_t RPM_MINIMO       = 60;    // abaixo disso = travamento
const uint8_t  FALHAS_PARA_TRIP = 3;     // 3 janelas seguidas = desliga

// ----- Estado do sistema -----
volatile uint32_t pulsos = 0;            // incrementado pela interrupcao
uint32_t pulsosAnteriores = 0;
uint32_t instanteAnterior = 0;
uint8_t  falhasSeguidas   = 0;
bool     motorLigado      = false;
float    rpmAtual         = 0.0;

// Rotina de interrupcao: deve ser curta e sem Serial
void contarPulso() {
  pulsos++;
}

// Liga ou desliga o estagio de potencia
void comandarMotor(bool ligar) {
  digitalWrite(PINO_RELE, ligar ? HIGH : LOW);
  motorLigado = ligar;
  falhasSeguidas = 0;
  Serial.print(F("Motor: "));
  Serial.println(ligar ? F("LIGADO") : F("DESLIGADO"));
}

// Calcula a rotacao a partir da quantidade de pulsos na janela
float calcularRpm(uint32_t novosPulsos) {
  // rpm = (voltas na janela / duracao da janela em minutos)
  float voltas = (float)novosPulsos / (float)FENDAS_POR_VOLTA;
  float minutos = (float)JANELA_MS / 60000.0;
  return voltas / minutos;
}

void setup() {
  Serial.begin(115200);

  pinMode(PINO_RELE, OUTPUT);
  digitalWrite(PINO_RELE, LOW);       // carga desligada no boot

  pinMode(PINO_ALARME, OUTPUT);
  digitalWrite(PINO_ALARME, LOW);

  // Entrada com pull-up: o sensor optico fecha para GND
  pinMode(PINO_SENSOR, INPUT_PULLUP);
  attachInterrupt(digitalPinToInterrupt(PINO_SENSOR), contarPulso, FALLING);

  instanteAnterior = millis();
  Serial.println(F("Supervisor RB0522 pronto."));
  Serial.println(F("Comandos: L = ligar | D = desligar | S = status"));
}

void loop() {
  // ---- Comandos pela serial ----
  if (Serial.available() > 0) {
    char comando = toupper(Serial.read());
    if (comando == 'L') comandarMotor(true);
    if (comando == 'D') comandarMotor(false);
    if (comando == 'S') {
      Serial.print(F("RPM atual: "));
      Serial.println(rpmAtual, 1);
    }
  }

  // ---- Janela de medicao nao bloqueante ----
  uint32_t agora = millis();
  if (agora - instanteAnterior < JANELA_MS) return;

  // Le e zera o contador de forma atomica
  noInterrupts();
  uint32_t total = pulsos;
  interrupts();

  uint32_t novos = total - pulsosAnteriores;
  pulsosAnteriores = total;
  instanteAnterior = agora;

  rpmAtual = calcularRpm(novos);

  // ---- Deteccao de travamento ----
  if (motorLigado) {
    if (rpmAtual < RPM_MINIMO) {
      falhasSeguidas++;
    } else {
      falhasSeguidas = 0;
    }

    if (falhasSeguidas >= FALHAS_PARA_TRIP) {
      comandarMotor(false);            // corta a potencia
      digitalWrite(PINO_ALARME, HIGH); // sinaliza a falha
      Serial.println(F("FALHA: travamento detectado. Potencia cortada."));
    }
  } else {
    digitalWrite(PINO_ALARME, LOW);
  }

  // ---- Telemetria ----
  Serial.print(F("pulsos="));
  Serial.print(novos);
  Serial.print(F("  rpm="));
  Serial.print(rpmAtual, 1);
  Serial.print(F("  estado="));
  Serial.println(motorLigado ? F("ON") : F("OFF"));
}

O ponto central do firmware é a separação de responsabilidades: o ajuste fino de velocidade permanece manual, no potenciômetro, e o microcontrolador atua como supervisor, sem interferir no estágio de chaveamento. A janela de 500 ms500\,\text{ms} com 2020 fendas por volta fornece resolução de 6 RPM6\,\text{RPM} por pulso, suficiente para detectar travamento em motores de bancada. O corte por relé, e não por comando ao módulo, é intencional: como o RB0522 não aceita sinal de enable, a única forma de interromper a energia com segurança é atuar em série com a alimentação.

Exemplo 2: supervisão remota com ESP32 e interface web

Neste segundo exemplo, um ESP32 publica a rotação medida em uma página web servida pelo próprio microcontrolador e permite ligar ou desligar o estágio de potência por meio de um relé. A arquitetura é útil em bancadas de teste e em máquinas didáticas, nas quais se deseja acompanhar o comportamento do conjunto sem instrumentos adicionais.

/*
 * ============================================================
 *  Supervisao remota do Controlador PWM 5A 5-35VCC (RB0522)
 *  Placa: ESP32 DevKit V1 (Wi-Fi integrado)
 *  ------------------------------------------------------------
 *  GPIO 26 -> rele em serie com o borne V+ do modulo
 *  GPIO 27 -> encoder optico do eixo do motor
 *  O ajuste de velocidade continua sendo manual (potenciometro).
 * ============================================================
 */

#include <WiFi.h>
#include <WebServer.h>

// ----- Credenciais da rede local -----
const char* SSID  = "SUA_REDE";
const char* SENHA = "SUA_SENHA";

// ----- Mapeamento de hardware -----
const uint8_t PINO_RELE    = 26;
const uint8_t PINO_ENCODER = 27;

// ----- Parametros de processo -----
const uint8_t  FENDAS_POR_VOLTA = 20;
const uint16_t JANELA_MS        = 500;

WebServer servidor(80);

volatile uint32_t pulsos = 0;
uint32_t pulsosAnteriores = 0;
uint32_t instanteAnterior = 0;
float    rpmAtual = 0.0;
bool     motorLigado = false;

// Rotina de interrupcao: precisa estar na IRAM no ESP32
void IRAM_ATTR contarPulso() {
  pulsos++;
}

// Converte pulsos da janela em rotacao por minuto
float calcularRpm(uint32_t novosPulsos) {
  float voltas   = (float)novosPulsos / (float)FENDAS_POR_VOLTA;
  float minutos  = (float)JANELA_MS / 60000.0;
  return voltas / minutos;
}

// Pagina principal: exibe rotacao e oferece os comandos
void paginaRaiz() {
  String html;
  html.reserve(700);
  html += F("<!DOCTYPE html><html lang=\"pt-BR\"><head><meta charset=\"utf-8\">");
  html += F("<meta name=\"viewport\" content=\"width=device-width,initial-scale=1\">");
  html += F("<title>Supervisor RB0522</title></head>");
  html += F("<body style=\"font-family:Roboto,Arial,sans-serif;margin:24px\">");
  html += F("<h1>Controlador PWM RB0522</h1>");
  html += F("<p>Rotacao medida: <strong>");
  html += String(rpmAtual, 0);
  html += F(" RPM</strong></p><p>Estado do rele: <strong>");
  html += motorLigado ? F("LIGADO") : F("DESLIGADO");
  html += F("</strong></p><p><a href=\"/motor?on=1\">Ligar</a> &nbsp;|&nbsp; ");
  html += F("<a href=\"/motor?on=0\">Desligar</a></p>");
  html += F("</body></html>");
  servidor.send(200, "text/html; charset=utf-8", html);
}

// Aciona o rele de potencia conforme o parametro ?on=0|1
void comandoMotor() {
  if (!servidor.hasArg("on")) {
    servidor.send(400, "text/plain", "Parametro 'on' ausente");
    return;
  }
  motorLigado = (servidor.arg("on") == "1");
  digitalWrite(PINO_RELE, motorLigado ? HIGH : LOW);
  servidor.sendHeader("Location", "/");   // volta para a pagina principal
  servidor.send(303, "text/plain", "");
}

void setup() {
  Serial.begin(115200);

  pinMode(PINO_RELE, OUTPUT);
  digitalWrite(PINO_RELE, LOW);           // potencia desligada no boot

  pinMode(PINO_ENCODER, INPUT_PULLUP);
  attachInterrupt(digitalPinToInterrupt(PINO_ENCODER), contarPulso, FALLING);

  WiFi.mode(WIFI_STA);
  WiFi.begin(SSID, SENHA);
  Serial.print(F("Conectando ao Wi-Fi"));
  uint8_t tentativas = 0;
  while (WiFi.status() != WL_CONNECTED && tentativas < 40) {
    delay(500);
    Serial.print('.');
    tentativas++;
  }

  if (WiFi.status() == WL_CONNECTED) {
    Serial.println();
    Serial.print(F("Endereco IP: "));
    Serial.println(WiFi.localIP());
  } else {
    Serial.println(F("\nFalha na conexao. Verifique SSID e senha."));
  }

  servidor.on("/", paginaRaiz);
  servidor.on("/motor", comandoMotor);
  servidor.begin();

  instanteAnterior = millis();
}

void loop() {
  servidor.handleClient();   // atende requisicoes HTTP

  // Atualiza a rotacao a cada 500 ms, sem bloquear o servidor
  uint32_t agora = millis();
  if (agora - instanteAnterior < JANELA_MS) return;

  noInterrupts();
  uint32_t total = pulsos;
  interrupts();

  uint32_t novos = total - pulsosAnteriores;
  pulsosAnteriores = total;
  instanteAnterior = agora;
  rpmAtual = calcularRpm(novos);

  Serial.print(F("rpm="));
  Serial.print(rpmAtual, 1);
  Serial.print(F("  rele="));
  Serial.println(motorLigado ? F("ON") : F("OFF"));
}

O servidor é assíncrono em relação à medição: servidor.handleClient() roda a cada iteração do laço e a atualização da rotação ocorre apenas quando a janela de 500 ms500\,\text{ms} expira, sem delay() bloqueante. O relé é comandado por um parâmetro de URL (/motor?on=1), o que mantém a interface compatível com qualquer navegador, inclusive de celular, sem a necessidade de bibliotecas JavaScript.

💡 Dica: alimente o ESP32 por uma fonte separada da usada no motor. Compartilhar a mesma fonte submete o regulador da placa a quedas de tensão durante a partida do motor e provoca reinicializações por subtensão — sintoma que aparece na serial como rst:0x1 (POWERON_RESET).

Projetos

O acionamento de cargas DC por PWM é a base de diversos projetos práticos publicados no blog da RoboBuilders. Para levar a supervisão do RB0522 ao nível de aplicação completa, com interface web, telemetria e comando remoto, consulte:

  • Painel Web de Diagnóstico para ESP32: projeto de código aberto com servidor web embarcado, no qual os canais PWM do ESP32 podem ser usados para comandar um estágio de potência externo e monitorar variáveis do sistema em tempo real pelo navegador — arquitetura que se integra diretamente ao exemplo 2 deste manual.
  • CI L293D Ponte H Dupla para Motores DC: manual técnico do estágio de acionamento bidirecional, indicado quando a aplicação exige inversão de sentido de rotação, recurso que o RB0522 não oferece por ser um chaveador unidirecional.

Conclusão

Neste manual técnico do Controlador de Velocidade PWM 5A 5-35VCC (RB0522), foram apresentados os fundamentos elétricos, o mapeamento dos terminais e os procedimentos de instalação e operação do módulo:

  • Arquitetura e princípio de funcionamento: chaveamento série por MOSFET de canal N em DPAK, operando a 10 kHz10\,\text{kHz} fixos, com ciclo de trabalho ajustável entre 1 %1\,\% e 100 %100\,\% por potenciômetro rotativo e diodo Schottky SS34 integrado para absorver a energia da carga indutiva.
  • Limites elétricos e térmicos: operação de 3 V3\,\text{V} a 35 V CC35\,\text{V CC}, corrente nominal de 2 A2\,\text{A} sem dissipador, pico de 5 A5\,\text{A} com ventilação forçada e envelope máximo de 90 W90\,\text{W}, com consumo de repouso de apenas 15 mA15\,\text{mA}.
  • Pinout e ligação: quatro bornes de potência em bloco único, com entrada nos bornes 1 e 2 e carga nos bornes 3 e 4, além do procedimento de identificação por continuidade que elimina o risco de inversão entre lotes.
  • Segurança operacional: ausência de fusível e de proteção de polaridade, chaveamento no ramo negativo e impossibilidade de corte total pelo potenciômetro — três características que exigem proteção externa e atenção ao tipo de carga utilizada.
  • Operação e supervisão: resposta linear entre ângulo do potenciômetro e tensão média aplicada, distinção entre valor médio e valor eficaz na medição, e dois firmwares comentados que adicionam detecção de travamento e interface web sem alterar o estágio de potência.

O RB0522 é, portanto, um estágio de potência simples e eficiente para ajuste manual de velocidade em cargas DC de pequeno e médio porte. Seu uso seguro depende menos do módulo e mais do dimensionamento externo: fonte adequada, fusível em série, ventilação acima de 2 A2\,\text{A} e supervisão de rotação em aplicações sujeitas a travamento mecânico.

Solução de problemas

Olá! Sou o assistente técnico da RoboBuilders. Descreva seu problema com o Controlador de Velocidade PWM 2A 5-35VCC: Manual Técnico Completo e eu ajudarei a encontrar a solução.

O assistente usa IA e pode errar. Confirme informações críticas no datasheet oficial do fabricante.